Você sabe o real valor do seu negócio familiar? Por Cícero Rocha

Ter as ações de uma empresa familiar implica ter elementos intangíveis difíceis de mensurar apenas com parâmetros técnicos.

Há uma dimensão de propriedade socioemocional que não está presente nas regras de avaliação do mercado de capitais.

Quando o fundador ou fundadores se aposentam do negócio que viram nascer e crescer, geralmente procuram dar aos filhos a propriedade da empresa e, ocasionalmente, a administração dela.

Negociações sempre existirão, mas os atritos que surgem entre suas partes podem diminuir, e até mesmo ser evitados, se a forma de proceder nessas situações estiver estipulada no protocolo de família.

Com a ajuda de critérios concretos e métodos objetivos de valorização das ações (que, aliás, dão preferência aos herdeiros que desejam comprá-las, para permanecerem como proprietários), cria-se um processo justo, saudável e livre de brigas desnecessárias.

Lembre-se de que a oportunidade facilita o processo de tomada de decisão. Se tudo for documentado e previamente acordado pelas partes interessadas, serão evitados transtornos e, acima de tudo, a harmonia familiar permanecerá intacta.

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.

A importância do conselho familiar. Por Cícero Rocha

Por muitas vezes o conselho é o primeiro fórum no qual muitos dos membros da família, eleitos ou nomeados, se reúnem para representar os interesses de todos, juntamente com a atribuição de definir os limites claros entre os interesses familiares e os empresariais.

No Instituto Empresariar há uma ordem de importância: indivíduos chave, família, negócios e sociedade. Porque toda empresa familiar precisa primeiramente ter um guardião dos valores desse grupo de pessoas e que desenvolva ações que irão garantir que a união seja a base e o suporte da perpetuidade dos negócios.

Outro papel que enxergamos como essencial é propiciar um ambiente em que todos os familiares tenham a possibilidade de se manifestar e a abertura para que sejam ouvidos, encontrando assim, espaços nos quais possam colaborar com seus talentos e sintam-se envolvidos e participantes, vivendo a satisfação e o orgulho de fazer parte da equipe.

Quer saber mais de como o Instituto Empresariar pode ajudar sua empresa familiar a montar um conselho de forma eficiente? Entre em contato conosco!

 

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.

Sustentabilidade e Inovação na Empresa Familiar. Por Cícero Rocha

Hoje venho falar sobre as agendas de sustentabilidade e inovação que viraram questão de sobrevivência para as empresas, em um mundo cada vez mais digital e com uma sociedade mais consciente. Mas enquanto as companhias de capital aberto já entenderam a nova realidade para atender às demandas de clientes, credores e investidores, os grupos familiares ainda patinam em alguns temas, como as questões ambientais e sociais.

As empresas familiares ainda têm um caminho importante a seguir nas práticas de ESG e o Instituto Empresariar pode auxiliar sua empresa na imersão dessa nova ferramenta do mercado, por meio de um método totalmente projetado e sistematizado que se aplica de forma estratégica a realidade da sua empresa.

Acredito que daqui para frente às empresas familiares vão sofrer uma pressão considerável para se adequar às melhores práticas do mercado. Diante disso, é necessário avaliar esse tema como prioridade e seguir com a ajuda dos membros de sua empresa familiar da nova geração, podendo somar grandemente com base em soluções sustentáveis e inovadoras.

Entre os especialistas, é quase consenso que, quem aderir primeiro a essa agenda, terá mais vantagens no mercado. Apesar de a maioria não enxergar os benefícios, algumas empresas já despertaram para o assunto.

 

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.

A importância do Branding na Empresa Familiar. Por Cícero Rocha

A construção de uma marca de empreendimentos familiares é um processo que deve considerar o branding da família empresária, seus indivíduos chave (lideranças) e sócios para que haja uma consolidação integrada de branding na empresa familiar.

Integrar a execução do planejamento estratégico desde o fundador , sua família e sócios ao da empresa. Considerado isso, é necessário saber qual o lugar do seu negócio no mercado, conhecer a fundo o ramo da sua empresa e fazer correlação ao expor a personalidade da sua marca e do posicionamento da família que a governa.

As decisões do líder de uma empresa mostram ao público como a sua marca e empresa se comportam no mercado, diante das adversidades e problemas que surgem na caminhada empresarial. A construção de uma marca anda lado a lado com o profissionalismo e a capacitação das liderança chaves e sua equipe, que precisam levar uma qualidade PERCEBIDA de serviço e produtos para os clientes e o mercado, de acordo com os princípios e valores que norteiam a empresa familiar e a família empresária!

Todo dia nós tomamos várias decisões que têm impacto direto no nosso futuro. Por isso, é fundamental fazer essas escolhas de maneira consciente. É um enredo de uma história- Story Brand – um processo constante.

Uma marca não se constrói do dia para a noite, mas se destrói!

 

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.

Precisamos falar sobre blindagem patrimonial e planejamento sucessório! Por Cícero Rocha

Bom, começo dizendo que blindagem patrimonial e planejamento sucessório ainda são assuntos pouco falados na empresa familiar e consequentemente na família empresária. Um erro comum e que deve ser corrigido a tempo, pois são assuntos importantíssimos para a saúde dos negócios e da família, além de que estes 2 processos são mais efetivos quando feitos com antecedência.

No Instituto Empresariar, trabalhamos dentro da perspectiva dos 4P’s atrelada ao Método BFB – uma metodologia própria e pensada exclusivamente para as empresas familiares brasileiras.

Pois bem, apresento-lhes os 4P’s do patrimônio:

1) O planejamento estratégico: Na necessidade de um planejamento sucessório ou de uma blindagem patrimonial, é necessário que seja feito um alinhamento estratégico entre indivíduo chave, a família e os negócios.

2) Poder: Este é um pilar que mexe com a estrutura familiar mas ao mesmo tempo é indispensável para que o patriarca ou a matriarca saiba sinalizar para quem ele passará o patrimônio.

3) Pessoas: É necessário muito cuidado com o dono do patrimônio, pois muitas famílias estacionam nesse processo por medo, seja o medo de avançar ou de sensibilizar o proprietário.

4) Processo: É importante estar atento aos detalhes de governança, pois o planejamento sucessório e a blindagem patrimonial são processos que impactam em todo o organograma societário da empresa familiar.

Por fim, peço que me contem nos comentários o que acharam deste pequeno guia dentro deste respectivos processos, caso queiram conhecer mais sobre o Método BFB e como ele pode ajudar a alavancar a sua empresa, fale comigo ou acesse: https://lnkd.in/e2A4NEc

 

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.

Sinais de problema na governança. Por Cícero Rocha

A governança corporativa existe para garantir que não ocorra nenhum desvio de finalidade da empresa, para garantir que nenhuma parte interessada no negócio seja prejudicada. Hoje em dia, podemos dizer que a governança corporativa não é apenas uma alternativa, mas uma necessidade fundamental para as empresas, tamanha a sua importância. Mas para que ela de fato tenha alguma validade e impacte positivamente o dia a dia empresarial, é preciso que sua implantação seja feita da maneira correta.

Uma das formas de garantir que as práticas da governança corporativa sejam bem definidas e respeitadas é através da autonomia do Conselho Familiar. Seu papel é a diminuição de riscos e a melhoria da tomada das decisões estratégicas da empresa. Para que possa exercê-lo, é imprescindível que possua independência. Isso garante que os interesses da companhia sejam colocados sempre em primeiro lugar. Ou seja, um conselho sem independência é um sinal de problema!

Um dos princípios da governança corporativa é a equidade e se houver falhas de comunicação entre os indivíduos chave e os colaboradores e sócios, isso pode ser um problema. A comunicação precisa ser vista como um fator chave para o sucesso dos processos internos das empresas, com um papel estratégico cada vez maior. Uma boa comunicação aumenta a confiança entre as partes interessadas e minimiza a ocorrência de riscos.

A realização de auditorias independentes é um recurso de extrema importância para as empresas, pois é através delas que a utilização de recursos de maneira eficiente é analisada com imparcialidade e eficiência. É parte fundamental da governança corporativa assegurar que a realização das auditorias aconteça de forma tranquila, com toda a autonomia e independência que forem necessárias. Somente assim será possível identificar os processos necessários para a melhoria constante na empresa.

Em resumo, para que a implantação da governança corporativa na sua empresa familiar seja feita da maneira adequada: implante um conselho familiar, estabeleça uma hierarquia entre os indivíduos chave, esteja sempre realizando reuniões para acompanhar os projetos e mantenha as relações transparentes dentro do ecossistema, de forma dinâmica e ao mesmo tempo assertiva. Se você gosta de falar sobre governança corporativa ou tem algum falha na sua empresa que precisa identificar e corrigir, entre em contato comigo!

 

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.

Sucessão não! Por Cícero Rocha

A palavra sucessão não representa bem o que ocorre em uma empresa familiar, vejamos:

1) O termo sucessão acaba por gerar resistência por quem é sucedido, pois lhe remete a se tornar obsoleto, esquecido, envelhecido, a morte …

2) Para quem sucede pois o desafio é de substituir o insubstituível, já que as pessoas são absurdamente diferentes uma das outras e estão em contextos também diferentes;

3) Sem contar o processo de comparação entre sucessor e sucedido, presente em todos os diálogos.

Tenho proposto a palavra TRANSMUTAÇÃO, usada tanto na química como na genética, quando você transforma uma situação, um elemento em outro.

No caso das empresas familiares, a transmutação/sucessão – transforma o contexto, o cargo, os processos, a estrutura de poder, a estratégia, a cultura, os recursos, as pessoas …

É muito simplório achar que é somente uma pessoa que vem para o lugar de outra.

Não é um evento de substituição ou exclusão, mas sim um processo de complementação!

Um novo membro liderando um ecossistema da empresa pode ser como uma extensão maior e positiva para os resultados dos negócios.

Os pontos de suma importância que precisam ser repassados para o novo sucessor e sucedido são: a perpetuação como um propósito chave, os valores da família e da empresa familiar, o propósito dos indivíduos chave, tanto pessoais como profissionais, integrados aos negócios.

Além disso, o sucessor e o sucedido devem entender que estão diante de um desafio complexo e para tanto precisa de um método pra simplificar e uma ajuda externa especializada pra orientar!

A existência de um conselho que se reúna e decida qual o melhor sucessor de seu líder, com base em um planejamento estratégico, feito com a participação de cada indivíduo chave da empresa familiar é fundamental nesse processo.

 

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.

O que o líder de uma empresa familiar deve passar para seus sucessores? Por Cícero Rocha

Em uma empresa familiar, o poder não se transfere, ele é conquistado. A principal tarefa dos herdeiros é a construção de sua legitimidade perante os colaboradores e a família. Ao fundador cabe a tarefa de despertar no sucessor o interesse pelo negócio.

Além da transferência de poder e patrimônio, de um líder para o seu sucessor, há também uma sucessão que envolve a transmissão de conhecimentos. Mesmo com a saída do fundador, o planejamento e a administração do negócio podem continuar sendo conduzidos de forma semelhante à estabelecida pelo primeiro líder, ainda que com enfoque alterado, seguindo estilo de liderança diferenciado e de acordo com formações teórica e prática renovadas.

Um líder deve passar ao seu sucessor sua perspicácia, ensinar sobre a capacidade adaptativa às constantes mudanças e situações, criatividade e flexibilidade nas tomadas de decisões, para que assim o sucessor possa manter a família e os negócios livre de qualquer “intempérie”, ou seja, transforme a empresa em uma zona de segurança para a família.

O Instituto Empresariar pode ajudar sua empresa nesse processo de alinhamento, por meio de um método próprio, chamado BFB. Para mais informações entre em contato conosco!

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.

Quais os riscos da separação de sócios na Empresa Familiar? Por Cícero Rocha

Na família o relacionamento pode ficar comprometido por brigas societárias. São vários os riscos para a empresa e a família quando há uma ruptura, em específico dos sócios, porque eles são um pilar muito importante para o bom funcionamento da empresa.

Dentre os vários riscos, ressalto a divisão de patrimônio, os conflitos de liderança, o adiantamento de decisões estratégicas, a insegurança quanto ao futuro da empresa e a desmotivação da equipe, entre outros.

Neste ponto, um processo de reestruturação societária é usado para o estabelecimento de regras e facilitação das negociações internas, evitando conflitos e desunião.

Muitas vezes os conflitos perpassam gerações e fortalecem a crença equivocada de que modelo com sócio não funciona, porém, no Instituto Empresariar temos como um dos subsistemas integrados “sócios/patrimônio” em que o objetivo principal é de elevar o valor do patrimônio dos sócios.

Contudo, o foco de qualquer empresa é garantir harmonia entre negócios e família, pois compreendo que o ecossistema só vai bem quando todos os pilares funcionam de maneira adequada e longe dos riscos.

 

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.

Problemas gerados pela falta de alinhamento em uma empresa familiar. Por Cícero Rocha

Estar à frente de uma empresa é tarefa que exige tempo, dedicação e atenção sempre redobrada, mas quem trabalha com membros familiares tem elementos a mais para lidar. Com uma má gestão, os problemas mais comuns a virem a tona são: falta de planejamento, misturar conflitos pessoais com conflitos da empresa, falha na comunicação, regras e valores não definidos, além de pouca capacitação e experiência.

Infelizmente, é comum notar que muitas empresas familiares nascem de forma impulsiva, sem o devido cuidado com o planejamento de tudo o que virá a seguir e os primeiros passos que devem ser dados no novo negócio. O planejamento anda lado a lado com isso. Portanto, o planejamento é um pilar principal para um ecossistema familiar.

Outro erro grave é o de misturar os problemas pessoais e da companhia, isso torna a rotina do negócio extremamente bagunçada e com grandes chances de comprometer toda uma cadeia de planos. É importante ter tudo isso separado: o que é cunho familiar deve ser resolvido no ambiente familiar e as questões da empresa devem ser tratadas no negócio. Assim, nada sai do controle e o ecossistema familiar e empresarial continua saudável. Então, não se deve levar discussões familiares para o ambiente de trabalho, a solução é tentar ao máximo separar os assuntos pessoais com os da empresa. E se ainda assim não for possível, pois vocês dividem uma sala ou tarefas, vale a pena ter uma conversa séria antes do dia de trabalho. Esse diálogo deve ter o objetivo de firmar um pacto de que só falarão sobre o problema em si quando estiverem no ambiente familiar.

A falta de comunicação com gestores e donos da empresa tende a ser mais frequente em uma empresa familiar, motivado por parentes que tendem a afrouxar mais determinadas responsabilidades, já esperando que o outro as faça. Não deixe de fazer reuniões semanais só porque na sua casa, você vai jantar com os outros membros da família que trabalham com você. É essencial manter o ambiente de trabalho profissional com a frequente demanda de trocas de informações, diálogos e comunicação ativa diariamente. Outra questão, não é porque a sua empresa é familiar que as regras não existem! Elas devem fazer parte da base da companhia, estando enraizadas nas mentes de todos os indivíduos-chaves na gestão do negócio. Regras devem ser seguidas, respeitadas e não deixadas de lado só porque a família trabalha junto.

Muitos donos de empresas familiares emprega parentes, que não têm experiência na área e ganham postos importantes na empresa só por conta do grau de parentesco. Se você quer empregar essa pessoa, invista primeiro nas habilidades de que ela precisa! Não adianta colocar alguém que você conhece à frente do negócio só pela afeição que existem entre vocês. Jamais se esqueça de que é o seu negócio que está ali. Assim, ele precisa de profissionais extremamente capacitados que o levem ao sucesso.

A maioria desses exemplos de problemas de empresas familiares existe o tempo todo e se faz presente em muitas companhias. Mas é preciso colocar em prática quanto antes medidas para evitar que seu lado pessoal interfira no profissional. Sua empresa precisa de você e da sua família unidos, em prol de algo maior e que seja a geração de novas ramificações, e não a perda delas!

 

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.