Governança “Corporativa” em empresas familiares: estamos excluindo o que realmente importa?

Nos últimos anos, tenho defendido incansavelmente em palestras, preparações de conselheiros e na implantação de governança em empresas familiares um conceito que mapeei e validei cientificamente: a Governança “Ecossistêmica”. Este modelo não é apenas uma alternativa à governança corporativa tradicional, mas uma evolução na forma como compreendemos e atuamos em empresas familiares, não exclue a corporativa, mas inclui a ecossistêmica. Essa visão surge a partir de pesquisas profundas e vivências como fundador de uma empresa familiar e práticas com o BFB – Balanced Family Business, método dedicado exclusivamente à gestão de empresas familiares, desenvolvido e aplicado com sucesso em mais de 1.380 projetos.

 

Uma questão incômoda que muitos não ousam levantar é: até onde vai o compromisso da Governança, Conselhos e Conselheiros forjados na Governança que prioriza o “corporativo”, em perpetuar a família empresária, o legado? A governança dita “corporativa” tradicional, tão amplamente difundida em manuais e formações, subestima e por vezes negligencia esse ponto crucial.

 

Quando analisamos a origem da governança corporativa, suas raízes são claras. Ela nasce do ambiente epistemológico do direito societário, das regulamentações de mercado de capitais, das normas contábeis internacionais e dos mecanismos de controle de risco financeiro. Desenvolvida para grandes corporações – predominantemente não familiares – , essa estrutura visa maximizar o valor dos acionistas, reduzir conflitos entre gestores e sócios e garantir que os interesses financeiros estejam protegidos. Contudo, será que esse modelo rígido e voltado ao capital é o mais adequado para as empresas familiares?

 

A resposta, segundo o que venho modestamente propondo a partir de minha prática e pesquisa, é clara: não. A governança “corporativa” tradicional subestima completamente as dinâmicas familiares, emocionais e psicológicas que permeiam o ecossistema das empresas familiares. Ela trata a empresa apenas como uma entidade financeira, mecânica, ignorando a riqueza emocional e relacional que sustenta muitas dessas organizações. Governar uma empresa familiar requer mais do que gerenciar ativos e proteger interesses de sócios; envolve também garantir a harmonia familiar, o legado, o bem estar dos seus indivíduos chave e a continuidade intergeracional.

 

É a partir dessa lacuna que nasce a Governança Ecossistêmica – Ecogovernance, desenvolvida e validada cientificamente pelo método BFB. Este conceito se fundamenta na ideia de que a empresa familiar é um ecossistema orgânico, tem vida, alma, legado, onde os indivíduos-chave, a família empresária, a empresa, os sócios, a sociedade, o meio ambiente e o legado estão profundamente interligados e em constante interação. Diferente do modelo “corporativo”, que foca quase exclusivamente nos interesses dos sócios e na gestão financeira, a Governança Ecossistêmica propõe um equilíbrio entre todos os elementos que compõem o ecossistema empresarial, absurdamente diferente de uma empresa não familiar. Isso significa que a perpetuação da família e a preservação de seus valores são tão importantes quanto o sucesso financeiro.

 

Esse viés de confirmação presente nos manuais de governança nos leva a acreditar que o modelo corporativo tradicional é a melhor prática universal. No entanto, ao impor esse modelo em empresas familiares, estamos, na verdade, excluindo o que é mais fundamental: a própria família o legado. Ignorar as dinâmicas emocionais e o legado de uma empresa familiar é uma receita para a ruptura. Sem a consideração do ecossistema como um todo — que envolve o emocional, o relacional e o financeiro —, a sustentabilidade da governança está seriamente comprometida.

 

Esse viés cognitivo nos induz a pensar que, ao blindar o patrimônio, focar e priorizar exclusivamente nos interesses dos sócios, estamos desempenhando nosso papel como conselheiros, como governança. No entanto, sem uma governança que reconheça o papel central da família e dos fundadores, familiares na empresas, colaboradores antigos. os indivíduos-chave, estamos apenas construindo uma estrutura frágil, incapaz de sustentar a longevidade de uma empresa familiar. Não é uma questão de certo ou errado e sim de reconhecer o diferente, aplicabilidade: a corporativa não se aplica a uma empresa familiar.

 

A Governança Ecossistêmica propõe justamente o oposto: governar para o todo. Cada parte do ecossistema — os indivíduos-chave, a família, a empresa e os sócios, a sociedade, o meio ambiente, o legado, de forma balanceada tem seu lugar e sua importância, e é a harmonia entre essas partes que garante a longevidade da empresa familiar. O modelo tradicional de governança corporativa, ao ignorar essas complexidades, acaba comprometendo a perpetuação e a sustentabilidade de longo prazo.

Mas porque uma nova nomenclatura? Para coisas diferentes, necessitamos de nomes diferentes.

 

Então, fica a reflexão: estamos prontos para romper com o viés de confirmação que insiste em aplicar o modelo de governança dita “corporativa” nas empresas familiares sem considerar suas peculiaridades? Estamos dispostos a adotar um modelo, um conceito, uma nova nomenclatura que verdadeiramente compreenda e valorize o ecossistema familiar em toda sua complexidade?

 

A resposta é crítica, pois sem uma governança que contemple esse ecossistema de forma integrada e orgânica, o que está em jogo não é apenas o sucesso financeiro imediato, mas a própria essência da perpetuação da empresa familiar. A Governança Ecossistêmica, nascida das vivências e validações científicas do BFB – Balanced Family Business, é a forma sustentável de garantir que o futuro de uma empresa familiar não seja apenas um reflexo do presente, mas o resultado de uma integração harmoniosa entre capital, sociedade, meio ambiente, pessoas e propósito.

 

CR 🦉✨

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O isolamento social dos indivíduos-chave nas empresas familiares: uma reflexão sobre o equívoco da “sucessão”

Como ativista das empresas familiares, dedico minha trajetória a defender o verdadeiro potencial desse ecossistema único, que vai além dos números, transborda valores e é alicerçado por pessoas com histórias. Dentro desse contexto, tenho observado um fenômeno preocupante que ameaça a harmonia e perpetuação dessas organizações: o isolamento social dos indivíduos-chave, alimentado por uma proposta vazia, modista e equivocada, denominada “sucessão”.

 

É urgente a reflexão sobre como essa ideia de “sucessão” tem se infiltrado nas narrativas empresariais e como seu impacto tem sido devastador. Promovida como uma fórmula de renovação e continuidade, a sucessão, em sua concepção tradicional, faz mais mal do que bem ao ecossistema de uma empresa familiar. Ao invés de integrar, ela separa; ao invés de fortalecer, ela enfraquece.

 

O que são os indivíduos-chave?

No contexto do método BFB (Balanced Family Business), do Instituto Empresariar, os indivíduos-chave são peças centrais no ecossistema de uma empresa familiar. Eles não são apenas os fundadores ou os sócios principais, mas incluem aqueles que, ao longo do tempo, se tornaram pilares do negócio. São membros familiares influentes, colaboradores estratégicos ou até parceiros de confiança que desempenham um papel vital na continuidade da empresa.

 

Esses indivíduos carregam a cultura, a história e o propósito da organização. Eles são guardiões dos valores familiares e da identidade empresarial, e seu conhecimento profundo do negócio é insubstituível. Seu papel transcende o cargo formal que ocupam — eles são os mantenedores da essência da empresa, e seu afastamento ou isolamento pode desestruturar o equilíbrio do ecossistema familiar.

 

No entanto, o conceito de “sucessão” ameaça isolar esses indivíduos-chave. A falsa premissa de que uma nova geração deve “substituir” a anterior cria barreiras artificiais que excluem aqueles que, historicamente, construíram e mantiveram a empresa.

 

O perigo do conceito de “sucessão”

O conceito de sucessão, tal como é amplamente propagado, está associado à substituição — uma geração é removida e outra assume seu lugar. Nesse processo, os indivíduos-chave, como fundadores, familiares e colaboradores estratégicos, muitas vezes se veem isolados. A ideia subjacente é a de que, após certa idade ou tempo de atuação, esses indivíduos devem dar lugar a outros, como se fossem peças de um quebra-cabeça que podem ser trocadas sem causar qualquer impacto no todo.

 

Essa visão mecanicista ignora a riqueza emocional, histórica e cultural que esses indivíduos trazem para a empresa. O conceito de sucessão promove uma ruptura brusca e artificial, separando o passado do futuro, ignorando a importância de transições colaborativas e, o mais grave, isolando aqueles que foram responsáveis por construir as bases do que a empresa é hoje.

 

Os indivíduos-chave que, por décadas, nutriram a empresa com suas visões, experiências e decisões, são afastados, muitas vezes de maneira sutil, mas dolorosa, levando ao seu isolamento social e emocional. São relegados a uma posição periférica, onde perdem não apenas o poder de decisão, mas também seu senso de pertencimento e propósito.

 

O isolamento do idoso indivíduo-chave

Esse isolamento é ainda mais profundo quando se trata de indivíduos-chave idosos. O impacto emocional de afastar um membro mais velho da família ou não, que dedicou décadas de sua vida à empresa, é devastador. Não apenas porque sua sabedoria e experiência são minimizadas, mas também porque o sentido de continuidade da própria vida é comprometido.

 

Para o idoso, a sensação de ser substituído pode significar a perda de sua identidade e propósito, levando a sentimentos de inutilidade e até mesmo de vazio. Em vez de preservar sua importância no contexto empresarial e familiar, o conceito de sucessão, quando mal aplicado, isola esse indivíduo, negando-lhe o direito de fazer parte ativa do legado que ele mesmo ajudou a construir.

 

A empresa familiar, por sua natureza, deveria ser um espaço de acolhimento e valorização, não apenas dos mais jovens, mas principalmente daqueles que pavimentaram o caminho para que as novas gerações pudessem seguir em frente. Negar isso é desestruturar o ecossistema familiar.

 

A falsa promessa da renovação

A sucessão é vendida como sinônimo de renovação, mas é uma renovação que vem à custa da sabedoria acumulada, do vínculo emocional e da conexão com as raízes do negócio. E o resultado disso é devastador: uma quebra no equilíbrio do ecossistema, gerando insegurança, conflitos internos e, frequentemente, o enfraquecimento da governança.

 

Muitos indivíduos-chave, após serem “substituídos”, continuam a existir à margem do processo decisório, criando um cenário de isolamento. Ainda estão fisicamente presentes, mas sua voz não é mais ouvida; seu papel, outrora vital, é agora minimizado. Isso causa não apenas ressentimento, mas desorientação, pois as empresas perdem o norte emocional que esses indivíduos ofereciam.

 

A integração de gerações: o verdadeiro caminho sustentável

Contrapondo esse modelo falho de sucessão, defendo o conceito de integração de gerações. Em vez de substituição, é preciso que haja cooperação. A verdadeira continuidade de uma empresa familiar não está em apagar o legado da geração anterior, mas em construir pontes entre as gerações, em permitir que o novo se alimente do velho, e que ambos convivam em harmonia.

 

A integração de gerações é um processo sustentável, no qual os indivíduos-chave permanecem envolvidos, oferecendo sua experiência e sabedoria, enquanto a nova geração traz inovação e energia. Essa integração, ao invés de isolar, fortalece o ecossistema familiar, pois reconhece que o passado, presente e futuro são partes inseparáveis de um todo orgânico.

 

O papel dos Conselhos e da governança ecossistêmica

A integração de gerações não é apenas uma filosofia abstrata, mas pode ser estruturada através de mecanismos de governança bem definidos. Aqui entra a importância da governança ecossistêmica, conceito por nós defendido, que valoriza cada indivíduo-chave e assegura que suas contribuições continuem sendo ouvidas e integradas.

 

Os conselhos empresariais devem abandonar a lógica da sucessão e adotar uma visão holística de continuidade, na qual as gerações coexistem. A sabedoria dos fundadores e dos colaboradores mais antigos não é uma peça obsoleta a ser removida, mas uma força vital a ser preservada e renovada por meio do diálogo constante e do compartilhamento de experiências.

 

Um apelo às famílias empresárias

Como ativista das empresas familiares, faço um apelo às famílias empresárias, seus conselhos, executivos, assessores, professores…: repensem o conceito de sucessão. Observem com atenção os sinais de isolamento social de seus indivíduos-chave. Reconheçam que um processo de sucessão tradicional muitas vezes desconsidera o valor humano por trás das decisões estratégicas.

 

A proposta de substituição que o conceito de sucessão sugere é vazia, fadada ao fracasso, pois ignora que a força de uma empresa familiar está justamente em sua coletividade intergeracional, onde cada voz, cada contribuição, faz parte de um ecossistema único e sustentável.

 

Incluindo, somos união, somos família. Excluindo, somos desordem, somos o nada. A inclusão dos indivíduos-chave e a integração das gerações são o único caminho para garantir a perpetuação desse legado.

 

Incluindo, somos mais fortes!

O futuro das empresas familiares está na integração, não na substituição. O isolamento social de indivíduos-chave não é apenas uma perda emocional para a família, mas uma perda estratégica para a empresa. Vamos, juntos, rejeitar os modismos vazios e abraçar a integração de gerações como o caminho sustentável para a longevidade e o sucesso de nossas empresas.

 

Indivíduos-chave não são descartáveis. Eles são a essência que, somada à inovação da nova geração, garante a perpetuação de um legado sólido. Como ativista das empresas familiares, reafirmo: juntos, somos mais fortes.

 

Integrando, somos mais fortes

O futuro das empresas familiares está na integração, não na substituição. O isolamento social de indivíduos-chave não é apenas uma perda emocional para a família, mas uma perda estratégica para a empresa. Vamos, juntos, rejeitar os modismos vazios e abraçar a integração de gerações como o caminho sustentável para a longevidade e o sucesso de nossas empresas.

 

Repito: Incluindo, somos união, somos família. Excluindo, somos desordem, somos o nada. A inclusão dos indivíduos-chave e a integração das gerações são o único caminho para garantir a perpetuação desse legado.

 

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Governança em empresas familiares: das versões aos fatos

Pequenas e médias: um mercado dominado por narrativas

Quando falamos sobre governança em empresas familiares de pequeno e médio porte, é essencial diferenciar os fatos das versões, a factualidade das narrativas. Em um mercado onde 95% das empresas são familiares e mais de 99% dessas não possuem processos formais de governança, o debate sobre a necessidade e eficácia da governança se torna crítico. Mas o que é realmente factual e o que se baseia em narrativas construídas por interesses diversos?

 

Fato ou versão: a necessidade de governança em pequenas e médias empresas familiares

A primeira questão a ser examinada é: a governança é realmente uma necessidade para pequenas e médias empresas familiares, ou é apenas uma versão amplamente propagada por consultores e teóricos do mercado? É um fato que a falta de governança pode levar à desorganização, conflitos familiares e à falência prematura do negócio. No entanto, é importante questionar se o modelo de governança que se aplica a grandes corporações é diretamente transferível para empresas menores.

 

A ciência por trás da governança corporativa, especialmente à luz do método BFB (Balanced Family Business), nos mostra que a governança é essencial para a sustentabilidade e a longevidade dessas empresas. Estudos demonstram que a ausência de práticas estruturadas de governança pode agravar os riscos específicos enfrentados por empresas familiares, como conflitos entre gerações e problemas de sucessão. Portanto, a necessidade de governança não é apenas uma versão, mas um fato suportado por evidências científicas. No entanto, é crucial adaptar essas práticas à realidade de cada empresa, ao invés de impor modelos padronizados.

 

As melhores práticas de governança: um fato ou uma narrativa de mercado?

O mercado de capitais e as grandes empresas frequentemente ditam as chamadas “melhores práticas” de governança, promovendo a ideia de que essas práticas são universais. Mas será que essas práticas, projetadas para corporações gigantes, são as melhores para as pequenas e médias empresas familiares? Aqui, é preciso diferenciar entre factualidade e narrativa.

 

É um fato que as práticas de governança das grandes corporações são desenvolvidas para lidar com complexidades significativas, como a gestão de grandes conselhos, a regulação de mercados de capitais, e a necessidade de transparência para um grande número de acionistas. No entanto, a aplicação direta dessas práticas em empresas familiares menores pode ser ineficaz ou até prejudicial. O método BFB sugere que a governança em empresas familiares deve ser construída de dentro para fora, respeitando as dinâmicas familiares e as especificidades do negócio, em vez de adotar um modelo externo e padronizado.

 

Assim, a ideia de que as “melhores práticas” do mercado são as mais adequadas para todas as empresas familiares não passa de uma narrativa. A realidade é que a governança deve ser personalizada, e o que funciona para uma empresa pode não funcionar para outra, especialmente quando se trata de empresas com estruturas familiares complexas e personalizadas.

 

Conselheiros no mercado: preparação ou certificação; fato ou versão?

Outro ponto crítico é a proliferação de conselheiros se disponibilizando para o mercado de empresas familiares. Muitos, de boa vontade, se apresentam como especialistas, mas a questão é: estão realmente preparados e certificados para lidar com as particularidades dessas empresas?

 

É um fato que há um aumento no número de conselheiros oferecendo seus serviços, mas a narrativa de que a simples disponibilidade de conselheiros qualificados é suficiente para melhorar a governança em empresas familiares precisa ser questionada. A preparação para atuar como conselheiro em uma empresa familiar vai muito além de uma certificação formal. Exige um profundo entendimento das dinâmicas familiares, das especificidades do negócio e da cultura da empresa – algo que nem todos os conselheiros, mesmo certificados, possuem.

 

O método BFB enfatiza a necessidade de conselheiros que sejam parte integrante da cultura e da estrutura familiar, não apenas externos com conhecimentos genéricos. Portanto, a simples presença de um conselheiro certificado não garante a eficácia da governança. A verdadeira preparação envolve uma combinação de conhecimento técnico, empatia, e uma compreensão profunda das necessidades específicas da empresa familiar.

 

Conclusão: navegando entre fatos e narrativas na governança familiar

Em um mercado onde as empresas familiares dominam, é crucial distinguir entre fatos e versões ao discutir governança. A governança é necessária para a sustentabilidade das pequenas e médias empresas familiares? Sim, isso é um fato suportado por evidências. No entanto, a forma como essa governança é implementada deve ser adaptada à realidade de cada empresa, e não imposta por narrativas baseadas em modelos de grandes corporações, na sua maioria não familiares e de consultorias importadas.

 

Conselheiros disponíveis no mercado estão realmente preparados? Nem sempre. A preparação vai além de certificações, exigindo um profundo entendimento das dinâmicas familiares e das particularidades do negócio.

Portanto, ao considerar a governança em empresas familiares, devemos ser críticos e cuidadosos, navegando entre a factualidade e as narrativas para encontrar as soluções que realmente promovam a longevidade e a harmonia dessas organizações vitais para a economia.

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Unindo a Família no Sucesso Empresarial

Fortalecendo Laços e Multiplicando Conquistas

 

Imagine uma empresa onde as reuniões de negócios se transformam em encontros de família e onde as decisões estratégicas são tomadas com base em valores compartilhados.

 

Essa é a visão de muitos empreendedores familiares que acreditam que a força da família é o alicerce do sucesso empresarial.

 

O Segredo da Coesão Familiar:

 

Comunicação e Valores

 

A coesão familiar não acontece por acaso. Ela é cultivada através da comunicação aberta e da promoção de valores compartilhados.

 

A família que discute ideias, sonhos e desafios de negócios está construindo alicerces sólidos. Essas conversas não são apenas sobre números e estratégias, mas também sobre como os interesses da família podem se alinhar com os interesses do negócio.

 

Alinhar Objetivos Pessoais com Objetivos Empresariais:

 

Construindo o Futuro Juntos

 

O sucesso empresarial não deve ser visto como uma conquista isolada, mas como um esforço conjunto. Envolver a família nas metas e planos da empresa permite que todos compartilhem das realizações e enfrentem os desafios juntos. É um compromisso comum que fortalece o senso de propósito e pertencimento.

 

Celebre as Conquistas em Família:

 

Reconhecimento e Gratidão

 

A jornada empresarial está repleta de marcos e vitórias. Celebrar essas conquistas em família não apenas reforça os laços, mas também incentiva o orgulho na empresa. Seja uma expansão de mercado bem-sucedida, um aniversário empresarial ou o reconhecimento do trabalho árduo de um membro da família, essas celebrações fortalecem o espírito de equipe e a motivação para enfrentar novos desafios.

 

Conclusão:

 

Unir a família no sucesso empresarial é um caminho que exige esforço, mas os frutos colhidos são inestimáveis. É a garantia de uma base sólida para o crescimento e a continuidade, onde a força da família se reflete no sucesso duradouro do negócio.

 

Neste caminho, a comunicação, os valores compartilhados e o compromisso comum desempenham papéis essenciais. Juntos, a família e o negócio podem alcançar conquistas notáveis e construir um futuro brilhante.

 

E você? Me conte aqui quais pontos você pensa que podem ser ampliados para promover a união da família no sucesso empresarial.

 

Até a próxima aventura de aprendizado.

 

CR 🦉✨

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A essência de uma empresa familiar é a sua capacidade de perpetuação! Por Cícero Rocha

A essência de uma empresa familiar é a sua capacidade de perpetuação!

Afinal, a própria família é uma instituição caracterizada pela continuidade no tempo. Um planejamento estratégico, ou seja, integrado, sistêmico e continuado, irá potencializar essa capacidade de perpetuação, uma vez que a sua implementação auxiliará no alinhamento de missões, visões, objetivos, valores e planos de cada parte que compõe a empresa.

☝🏻 Esse alinhamento é essencial, pois, se há qualquer desajuste ou discordância no horizonte de expectativas e objetivos de uma empresa familiar, ela poderá ficar paralisada ou até mesmo ruir.

Nesses últimos 30 anos experienciando a implementação desse processo de gestão em diversas empresas familiares, algo que tem me garantido êxito é o Método BFB, uma metodologia desenvolvida exclusivamente para as empresas familiares brasileiras e que as define como um ecossistema orgânico constituído por quatro subsistemas integrados:

▪ os indivíduos chave
▪ a família empresária
▪ a empresa familiar
▪ e os sócios.

No Instituto Empresariar, trabalho com um planejamento estratégico específico para cada uma dessas partes constituintes.

Com um planejamento bem estruturado, as famílias empresárias poderão construir uma estratégia integrada e de impacto social, impulsionada por valores compartilhados e utilizando todo o conjunto de oportunidades, talentos e recursos disponíveis para elas.

 

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.