Armadilhas do pensamento no Conselho de Empresas Familiares

Ao longo de três décadas aconselhando empresas familiares, um livro sempre me intrigou e trouxe reflexões valiosas: “Rápido e Devagar – Duas Formas de Pensar” de Daniel Kahneman. A rotina de um conselheiro é um constante embate entre a intuição e a razão, entre o instinto rápido e a análise meticulosa. Mas quantos de nós reconhecemos quando nos deixamos levar por decisões automáticas, movidos pelo Sistema 1, e falhamos em acionar o Sistema 2, mais deliberado e analítico?

Kahneman descreve o Sistema 1 como nosso modo de pensar rápido, instintivo e emocional. É ele que muitas vezes impera nas salas de conselho, quando enfrentamos pressões familiares, disputas de poder ou sucessão.

 

Já presenciei conselheiros que, diante de um confronto entre pai e filho sobre o futuro da empresa, apoiavam automaticamente o lado mais forte ou carismático, sem ponderar as implicações de longo prazo para a família e a organização. Esta é a armadilha de agir sem reflexão: decisões que podem preservar a paz momentânea, mas comprometem a sustentabilidade e o legado da empresa.

 

E quanto ao viés da confirmação? É um dos mais traiçoeiros. A tendência de buscar apenas informações que reforçam nossas crenças pode sabotar conselhos estratégicos. Vi fundadores que, por orgulho ou temor, ignoravam dados que indicavam a necessidade de mudança. Um conselheiro de resultado deve questionar e analisar além do superficial, desafiando a verdade confortável e propondo soluções que, embora inicialmente incômodas, conduzam a empresa a um crescimento sólido.

 

Outro fenômeno perigoso é a aversão à perda, que leva muitos conselhos a evitarem decisões ousadas por medo de perder o controle ou de desagradar membros influentes da família. Esse medo paralisa, cria estagnação e impede a inovação. Identificar e expor essa dinâmica é papel fundamental do conselheiro que almeja transformar e proteger a empresa. Afinal, decisões movidas pelo medo tendem a comprometer o futuro da organização e a perpetuação do legado familiar.

 

No entanto, pensar devagar nem sempre é a resposta para todos os dilemas. Em crises, a agilidade do Sistema 1 pode ser essencial. Mas aqui está o segredo: um conselheiro sábio equilibra os dois sistemas. A experiência acumulada ao longo de anos — com acertos, falhas e um olhar atento sobre as dinâmicas familiares — permite saber quando confiar no instinto e quando desacelerar para analisar. O equilíbrio entre instinto lapidado e raciocínio estratégico é a marca de um conselheiro de resultado.

 

Mas agora, um convite à reflexão: você, #conselheiro ou aspirante, está consciente das armadilhas do seu #pensamento? Quando você desacelera para questionar a realidade ou se perde em análises que não saem do papel? Como identifica o momento de confiar no instinto treinado para agir com rapidez e o de buscar o raciocínio cuidadoso que evita erros fatais? É esta balança que diferencia os conselheiros que contribuem verdadeiramente dos que apenas ocupam uma cadeira.

 

E para você, leitor: faz sentido? Quais armadilhas já enfrentou em suas decisões? Compartilhe nos comentários. Vamos, juntos, expor as complexidades do pensamento e elevar o papel do conselheiro a um novo patamar de consciência e resultados.

CR 🦉✨

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Uma posição de Conselheiro em Empresa Familiar: certificação, indicação ou preparação – quem garante?

O mercado brasileiro enfrenta um dilema: enquanto milhares de conselheiros certificados estão em busca de uma posição estratégica, pequenas e médias empresas familiares, que urgentemente necessitam de governança, ainda hesitam em contratar esses profissionais. Por que isso acontece? Certificação e indicação são suficientes para conquistar e manter uma cadeira no conselho de uma empresa familiar? Ou é a preparação adequada e especializada que faz a diferença? A verdade é que o insucesso na ocupação dessa posição é mais perigoso do que a própria falta de oportunidades – ele pode gerar frustração para o conselheiro e desconfiança na governança por parte da empresa familiar, minando o processo para o futuro.

 

Formação vs. preparação: uma diferença crucial

No mercado de governança, é comum confundir formação com preparação. No entanto, a formação é um processo generalista, que fornece uma base teórica e técnicas aplicáveis em diversas situações. A preparação, por outro lado, é específica, prática e voltada ao contexto em que o profissional atuará.

Um exemplo claro dessa distinção é a preparação CR – Conselheiro Especialista em Empresas Familiares. Enquanto a formação tradicional em conselhos oferece conceitos amplos e teorias de governança corporativa, a preparação CR foca na atuação prática em empresas familiares, alinhada ao BFB – Balanced Family Business. Essa preparação vai além da técnica e desenvolve competências comportamentais, como lidar com dinâmicas familiares complexas, mediar conflitos e integrar diferentes gerações no processo de governança.

 

Os riscos do insucesso na ocupação de Conselhos

O insucesso na ocupação da posição de conselheiro externo em uma empresa familiar é mais delicado do que a simples falta de contratação. Quando um conselheiro sem preparação adequada assume essa função e falha, os danos podem ser profundos:

• Frustração pessoal: O profissional pode se sentir inadequado e desmotivado, questionando sua competência e carreira.

• Desconfiança da governança: A empresa familiar, ao ter uma experiência negativa com o processo de governança, pode perder a fé na eficácia do conselho, tornando futuras implementações ainda mais difíceis.

• Impacto na cultura organizacional: A falta de alinhamento entre o conselheiro e a família pode criar tensões e minar a coesão interna, afetando o desempenho do negócio.

 

Certificação e indicação: caminhos necessários, mas não suficientes

A certificação é frequentemente vista como um pré-requisito para atuar como conselheiro. No entanto, como o mercado tem demonstrado, um certificado sozinho não é garantia de empregabilidade. Da mesma forma, a indicação pessoal pode abrir portas, mas não substitui a capacidade do conselheiro de lidar com as complexidades de uma empresa familiar. Sem preparação específica, o conselheiro corre o risco de ser uma peça inadequada em um sistema orgânico, gerando mais problemas do que soluções.

 

Por que Empresas Familiares exigem preparação especializada?

Empresas familiares possuem um ecossistema único. A aplicação de modelos tradicionais de governança, focados apenas em compliance e desempenho financeiro, frequentemente ignora os aspectos emocionais e culturais que moldam essas organizações. É aqui que o método BFB se destaca, pois oferece uma abordagem holística e orgânica, onde a integração entre família, negócios e patrimônio emocional é priorizada.

 

A preparação especializada pelo método BFB capacita o conselheiro a:

• Entender e respeitar a dinâmica familiar e os valores que norteiam a empresa.

• Promover uma integração entre gerações, garantindo continuidade e preservação do legado.

• Medir e alinhar expectativas dos sócios e familiares, evitando conflitos que possam comprometer a governança.

 

Empregabilidade em Conselhos: quem garante?

A empregabilidade em conselhos de empresas familiares não é garantida por um certificado ou por uma indicação. A verdadeira garantia está na preparação especializada – aquela que permite ao conselheiro entender, interagir e contribuir de forma significativa para a continuidade e crescimento da empresa familiar. Empresas familiares não querem apenas conselheiros certificados; querem conselheiros preparados, que compreendam a essência do negócio e ajudem a moldar um futuro sustentável.

 

Conclusão: preparação é a chave para uma posição sustentável

O mercado de governança está saturado de profissionais formados, mas carente de conselheiros realmente preparados. A diferença entre uma formação generalista e uma preparação especializada é a capacidade de gerar resultados e preservar a essência da empresa familiar.

 

O insucesso na ocupação de um conselho não é apenas um revés individual para o conselheiro – é um fracasso que pode prejudicar o processo de governança da empresa e desencorajar futuras tentativas. É por isso que a preparação CR, alinhada ao método BFB, se torna o diferencial competitivo. Ela forma conselheiros prontos para atuar no ambiente orgânico e emocional das empresas familiares, contribuindo de forma prática para a perpetuidade e a harmonia organizacional.

 

A verdadeira questão, portanto, não é “Quem tem um certificado?”, mas sim: “Quem está realmente preparado para entregar resultados em uma empresa familiar?”.

 

Convido você a participar da nossa live no dia 11/11, onde vou aprofundar como a Integração de Gerações Sustentável (IGS) e a governança ecossistêmica são fundamentais para construir empresas que prosperam no presente e no futuro. Inscreva-se em: https://lnkd.in/dKTSufha

Artigo original: Leia aqui.

A saúde mental do Conselheiro: um pilar essencial e pouco abordado

O papel de um Conselheiro em uma empresa, especialmente em uma empresa familiar, vai muito além da análise técnica e das decisões estratégicas. Ele exige equilíbrio emocional, capacidade de mediação em situações complexas e habilidade para lidar com expectativas familiares e empresariais simultaneamente. No entanto, a saúde mental desses profissionais é um tema pouco discutido, embora essencial para o desempenho sustentável da função.

 

O desafio invisível: carga emocional e pressão constante

Conselheiros frequentemente se encontram no centro de decisões críticas, lidando com a pressão por resultados, conflitos entre sócios e, muitas vezes, tensões familiares. O desgaste emocional pode ser silencioso, mas acumulativo, impactando diretamente sua capacidade de julgamento e liderança. Infelizmente, muitos profissionais não recebem suporte psicológico adequado e enfrentam essas pressões sozinhos, o que pode levar à fadiga emocional, ansiedade ou mesmo esgotamento.

 

A preparação do CR e o acompanhamento terapêutico no Instituto Empresariar

No Instituto Empresariar, a preparação de um CR – Conselheiro Especialista em Empresas Familiares vai além da formação técnica. O método utilizado considera a saúde mental como um pilar estratégico, essencial para que o conselheiro possa exercer sua função com excelência e equilíbrio.

 

Por que a saúde mental é fundamental para um CR?

• Gestão de conflitos: um Conselheiro preparado emocionalmente tem maior capacidade de mediar conflitos e lidar com tensões familiares.

• Tomada de decisão consciente: a saúde mental equilibrada permite que o conselheiro mantenha a clareza em decisões sob pressão.

• Resiliência e sustentabilidade: cuidar da saúde mental é essencial para que o conselheiro tenha longevidade na função, sem sucumbir ao esgotamento.

 

Acompanhamento terapêutico na preparação de CRs

O Instituto Empresariar diferencia-se ao incluir acompanhamento terapêutico como parte da preparação dos seus conselheiros. Esse acompanhamento oferece um espaço para:

• Autoconhecimento e reflexão: Identificar padrões emocionais que podem interferir na atuação.

• Prevenção ao esgotamento: Monitorar sinais de fadiga e criar estratégias de autocuidado.

• Desenvolvimento de habilidades emocionais: Fortalecer a inteligência emocional, essencial para a função.

 

Quebrando o silêncio: a importância da discussão sobre saúde mental

Falar sobre saúde mental no contexto de conselhos ainda é um tabu no mercado. No entanto, é essencial reconhecer que o sucesso de um conselheiro não depende apenas de habilidades técnicas, mas também de sua capacidade de gerir emoções e lidar com situações de alta complexidade. Ao dar atenção a esse aspecto, o Instituto Empresariar está inovando e humanizando a governança, preparando conselheiros para um desempenho mais equilibrado e sustentável.

 

A nova era da Governança humanizada

Cuidar da saúde mental de um Conselheiro é essencial para que ele possa entregar resultados consistentes e manter-se ativo no longo prazo. A preparação oferecida pelo Instituto Empresariar, com o acompanhamento terapêutico como parte integrante, coloca a humanização e a sustentabilidade no centro da formação de Conselheiros de Resultados.

 

Assim, o futuro da governança passa por profissionais preparados não apenas tecnicamente, mas também emocionalmente, prontos para lidar com os desafios únicos das empresas e das famílias empresárias.

 

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Vamos tirar a família da empresa: cadê o Conselheiro?

A ideia de afastar a família da gestão das empresas familiares já foi amplamente difundida como uma “solução inteligente”. Durante anos, acreditou-se que a separação entre família e negócio seria o caminho ideal para profissionalizar a empresa e garantir sua perpetuação. Mas será que esse conceito ainda faz sentido? Com a evolução das empresas familiares e a implementação da governança ecossistêmica, a presença da família ganha uma nova e estratégica relevância. E nesse novo cenário, onde está o conselheiro para orientar esse equilíbrio?

 

O fim da retirada como solução: a ascensão da Governança Ecossistêmica

Historicamente, a recomendação era clara: afastar a família do dia a dia da empresa e limitar seu envolvimento apenas aos dividendos. Essa abordagem visava evitar conflitos familiares, aumentar a eficiência e atrair gestores externos. No entanto, a realidade se mostrou mais complexa. As famílias empresárias são parte fundamental do ecossistema e sua retirada pode resultar em perda de identidade, propósito e motivação.

 

Com a governança ecossistêmica, o papel da família na empresa passa por uma redefinição. Não se trata mais de retirar a família, mas de reposicioná-la estrategicamente. Fundadores e membros familiares podem assumir funções essenciais, como conselheiros, embaixadores da cultura e guardiões do legado. A ideia de que o fundador deve se retirar aos 65 anos também é obsoleta, especialmente com o aumento da longevidade. Agora, a família pode se manter ativa e agregar valor de forma sustentável.

 

A nova missão do Conselheiro: alinhar família e negócios

Com a evolução desse paradigma, surge uma nova pergunta: onde está o conselheiro preparado para lidar com essa complexidade? O conselheiro tradicional, acostumado a modelos corporativos, pode não estar pronto para atuar em uma empresa familiar.

 

A preparação para ser um CR – Conselheiro Especialista em Empresas Familiares exige uma compreensão profunda dos sete pilares do método BFB – Balanced Family Business: indivíduos-chave, família empresária, negócios, sociedade, meio ambiente, governança societária e propósito/legado.

A atuação do conselheiro é essencial para:

• Reorganizar o papel da família dentro do ecossistema, evitando afastamentos desnecessários e promovendo cooperação entre gerações.

• Equilibrar poder e responsabilidade entre membros familiares e gestores profissionais, garantindo uma governança saudável.

• Incorporar o propósito e o legado familiar nas decisões estratégicas, alinhando negócios e valores.

 

O impacto da família no negócio: não é sobre saída, mas sobre posicionamento

A família empresária é parte do DNA da empresa. Em vez de afastá-la, o desafio é posicionar seus membros nos lugares certos:

• Fundadores e membros seniores podem ocupar posições estratégicas nos conselhos, trazendo experiência e visão de longo prazo.

• Novas gerações devem ser integradas de forma colaborativa, recebendo formação e mentoria para assumir papéis relevantes.

• A cultura organizacional e os valores familiares precisam ser preservados e transmitidos como parte da identidade da empresa.

A governança ecossistêmica permite que a família continue envolvida sem sufocar a inovação ou a profissionalização. O segredo está na colaboração estratégica entre a família e a empresa, mediada por um conselheiro preparado para lidar com as particularidades desse ecossistema.

 

O Conselheiro como agente de perpetuação e transformação

O CR – Conselheiro Especialista em Empresas Familiares tem a missão de alinhar os interesses da família, dos negócios e da sociedade, garantindo que a empresa não apenas sobreviva, mas prospere ao longo do tempo. O CR não é apenas um mediador, mas um facilitador da perpetuação estratégica, ajudando a família a encontrar seu lugar no ecossistema empresarial e a construir um legado que transcenda gerações.

 

Entre suas principais responsabilidades estão:

• Facilitar a integração de gerações, promovendo continuidade sem rupturas.

• Ajudar na tomada de decisões estratégicas, alinhando o propósito familiar aos objetivos do negócio.

• Preservar a identidade e a cultura da empresa, mesmo em processos de expansão ou mudança.

• Incorporar práticas sustentáveis, alinhando a empresa às demandas sociais e ambientais contemporâneas.

 

Conclusão: não é sobre afastar, mas sobre posicionar

A ideia de “tirar a família da empresa” como solução inteligente ficou para trás. Com a governança ecossistêmica, o papel da família é ressignificado: não mais como um obstáculo, mas como uma vantagem estratégica. Fundadores e familiares têm espaço para agregar valor em posições-chave, sem interferir na inovação e profissionalização.

 

O papel do conselheiro é fundamental nessa jornada. Ele é o agente que garante que a família e a empresa encontrem o equilíbrio necessário para perpetuar seu legado e prosperar. A pergunta que fica é: onde estão os conselheiros preparados para esse desafio?

 

Se 95% das empresas são familiares, essa é uma questão que não pode ser ignorada. A sua empresa familiar está pronta para evoluir e deixar um legado que inspire as próximas gerações?

 

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A solidão e a solitude de um Conselheiro: Reflexões sobre o espaço interno e a rotina estratégica

Na trajetória de um Conselheiro, especialmente em empresas familiares, a solidão pode ser tanto uma armadilha quanto uma ferramenta essencial para decisões conscientes. Existe uma diferença sutil e poderosa entre solidão e solitude: enquanto a primeira pode ser um vazio angustiante, a segunda é um espaço valioso de encontro consigo mesmo. Neste artigo, quero compartilhar minha experiência pessoal e refletir sobre como encontrar esse equilíbrio é fundamental para atuar com excelência.

 

A importância de um espaço para solitude em casa

Em uma agenda intensa e cheia de compromissos, ter um local reservado em casa para a prática da solitude é indispensável. Pode ser um escritório, um jardim ou um canto silencioso, onde se possa refletir sem interrupções. Esse espaço é um santuário interno, necessário para processar pensamentos estratégicos e lidar com decisões complexas que emergem das reuniões de conselho e projetos de consultoria.

 

O valor de bem investir os finais de semana

O final de semana é mais do que descanso, é o momento para nutrir corpo e mente. Investir em atividades significativas, como leituras, caminhadas ou momentos em família, fortalece o conselheiro para a semana intensa que se aproxima. Assim, renovar-se nos finais de semana não é luxo, mas uma estratégia essencial de sobrevivência mental e emocional.

 

Horários-chave diários: o poder das primeiras e últimas horas do dia

A qualidade do início e do fim do dia determina a clareza e tranquilidade com que enfrentamos os desafios. As duas horas após acordar são perfeitas para meditação, reflexão ou leitura, estabelecendo uma base positiva para o dia. As duas horas antes de dormir devem ser reservadas para desacelerar, processar os acontecimentos do dia e preparar a mente para uma noite restauradora. Esse equilíbrio é uma rotina estratégica para manter o foco e a saúde emocional.

 

Reflexões inspiradas por filósofos e autores

Vários pensadores já refletiram sobre a importância da solitude. Nietzsche dizia que “a grandeza do homem é quão solitário ele consegue ser”. Henry David Thoreau, em Walden, exaltou a busca pelo autoconhecimento na natureza, e Carl Jung destacou a necessidade do recolhimento para encontrar sentido e propósito na vida. Essas ideias mostram que a solitude não é fuga, mas encontro.

 

Minha experiência: conduzindo reuniões e projetos em meio à solitude

Com três reuniões de conselho remuneradas por semana e a liderança de dezenas de projetos através do Instituto Empresariar, além de preparar 40 CR – Conselheiro Especialista em Empresas Familiares, meu tempo é desafiador. A solitude, para mim, não é opcional — é essencial para manter a clareza e o equilíbrio. Esse espaço silencioso permite que eu processe decisões complexas e me reconecte com meu propósito, entregando resultados consistentes para meus clientes e para os conselhos que lidero.

 

Convite para a Masterclass: explorando a solitude e outros tópicos raros e valiosos

Se você se interessa por temas como este e deseja aprofundar sua compreensão sobre o papel da solitude na vida de um Conselheiro, convido você para minha rede de relacionamento no Instagram, onde compartilho minhas experiências. Será uma oportunidade única para discutirmos pontos valiosos e pouco explorados que fazem toda a diferença.

 

Ser Conselheiro exige não apenas conhecimento técnico de uma certificação ou de atuação como executivo, mas também um equilíbrio emocional e mental sustentado pela solitude. Criar momentos diários de reflexão, investir bem os finais de semana e encontrar um espaço pessoal são práticas que permitem navegar com serenidade pelos desafios. O verdadeiro impacto não está apenas nas reuniões, mas na capacidade do conselheiro de se encontrar consigo mesmo e com seu propósito.

 

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Um bom executivo de finanças é um bom Conselheiro em uma empresa familiar?

Ao longo de décadas e centenas de reuniões de conselho em empresas familiares (EF), tenho observado que executivos de finanças são frequentemente consultados para decisões estratégicas que vão muito além de números e balanços. A questão que surge, tanto por parte desses profissionais quanto por parte das empresas, é: um bom executivo financeiro pode se tornar um bom conselheiro em uma EF?

 

Essa dúvida é legítima, pois embora o conhecimento técnico em finanças seja essencial, as competências necessárias para um conselheiro de resultados em uma EF envolvem uma gama muito mais ampla de habilidades. Vamos explorar as ameaças, oportunidades e riscos envolvidos, além de discutir como esses executivos podem se preparar para assumir esse papel estratégico.

 

A diferença entre gestão financeira e Conselhos estratégicos

Executivos financeiros estão acostumados a lidar com processos e resultados mensuráveis: controle de custos, fluxo de caixa, rentabilidade e compliance. No entanto, o papel de um conselheiro em uma empresa familiar envolve dinâmicas emocionais, culturais e familiares.

• Ameaça: a dependência excessiva de uma visão quantitativa pode limitar a capacidade do executivo em lidar com temas abstratos e subjetivos, como sucessão, legado e conflitos familiares.

• Oportunidade: Executivos financeiros bem-preparados podem agregar valor como facilitadores de processos de governança, ajudando a criar métricas claras para avaliar o desempenho da família empresária e do negócio.

 

Riscos e armadilhas na transição para Conselheiro

Há três principais riscos para o executivo financeiro ao se tornar conselheiro em uma EF:

Envolvimento excessivo: Executivos que já atuam na gestão podem se tornar excessivamente operacionais, interferindo nas decisões da administração.

Falta de neutralidade: nas EF, as relações familiares são complexas. O conselheiro deve manter neutralidade e evitar tomar partido, especialmente quando conhece detalhes íntimos das finanças e conflitos entre sócios.

Confusão de papéis: muitos executivos são abordados por membros da família para aconselhamentos informais. Isso pode criar sobreposição de funções e comprometer a governança.

 

MitigaçãO

Definir papéis claros e limites de atuação desde o início.

• Participar de formações específicas para conselheiros, como BFB – Balanced Family Business e governança ecossistêmica, para desenvolver uma visão mais abrangente e estratégica.

 

Exemplos práticos: quando a experiência financeira é um ativo

Criação de políticas de distribuição de lucros: um executivo financeiro pode ajudar a desenvolver regras claras de distribuição de dividendos, conciliando expectativas dos sócios com a sustentabilidade do negócio.

Mediação de conflitos em fusões e expansões: ao liderar discussões financeiras sobre aquisições ou parcerias, ele pode atuar como um mediador técnico, garantindo que o foco se mantenha nos dados e não em disputas emocionais.

Planejamento sucessório financeiro: pode contribuir para estruturar o processo de sucessão patrimonial, integrando a governança financeira à governança familiar.

 

Preparação para se tornar um Conselheiro de Resultados (CR)

Para ser um conselheiro eficaz, o executivo financeiro precisa desenvolver habilidades complementares, como:

• Inteligência emocional: para lidar com conflitos familiares e construir relacionamentos de confiança.

• Visão holística: compreender as interações entre negócio, família, patrimônio e sociedade.

• Governança Ecossistêmica: participar de formações como CR – Conselheiro Especialista em Empresas Familiares e IGS (Integração de Gerações Sustentáveis) para entender as dinâmicas específicas das EF.

 

Conclusão: o potencial está na preparação!

Embora não exista uma correlação automática entre ser um bom executivo financeiro e ser um conselheiro eficaz, o potencial para essa transição é real – desde que o executivo esteja disposto a desenvolver novas competências e compreender as particularidades das EF. A preparação é essencial para evitar armadilhas comuns e agregar valor real ao conselho.

 

Se você é um executivo financeiro interessado em se tornar conselheiro, invista em formações específicas e prepare-se para navegar nas complexidades emocionais e estratégicas das empresas familiares. Afinal, ser conselheiro não é apenas sobre números, mas sobre pessoas, legado e perpetuação estratégica.

 

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O Conselheiro que não chora: não acolhe!

O papel de acolhimento de um conselheiro em empresas familiares vai além da técnica ou da governança eficiente. Ele toca a essência humana. Acolher é o primeiro passo para reconhecer o outro como alguém que sente, pensa e busca sentido. No entanto, vivemos num tempo onde o pragmatismo absoluto domina, e a lógica fria dos resultados anestesia nossa empatia. Cada vez mais, vemos conselheiros e modelos de governança impermeáveis à dor e às emoções – conselheiros que não choram.

 

Aristóteles falava da PHRONESIS, a sabedoria prática. Não basta fazer o que é correto nos manuais, é preciso agir com prudência e humanidade. O conselheiro que acolhe entende que a empresa familiar é um espaço de encontros humanos. Seu papel é construir pontes, não barreiras.

 

Carl Rogers, na psicologia, destacou a empatia genuína como pilar de qualquer relação transformadora. O conselheiro que acolhe cria um espaço seguro para o diálogo honesto. Por trás de cada fundador, herdeiro ou colaborador, existem medos e sonhos. Ignorar isso é enfraquecer a governança.

 

Na antropologia, o ser humano é um ser de relação. O conselheiro deve ser o guardião dessa pertença. Ignorar o acolhimento é abrir as portas para a fragmentação interna. Empresas que negligenciam o emocional correm o risco de ruir por dentro.

 

Mas muitos conselheiros ainda acreditam que sensibilidade é fraqueza. Demonstrar emoção seria perder autoridade. Esse é o maior risco. Ao criar ambientes insensíveis, conselheiros geram desconexão emocional, e os vínculos que sustentam a longevidade das empresas familiares se rompem.

 

No entanto, será que acolher é um luxo? Se essa inquietação faz sentido, é hora de refletir. Questione o modelo que valoriza apenas os resultados dos acionistas e não o processo – a caminhada.

 

O conselheiro de empresas familiares não é apenas um especialista em governança, mas um “ARTESÃO DE RELAÇÕES HUMANAS”. Empresas familiares são, antes de tudo, famílias. E não há maior sucesso que perpetuar um legado baseado em confiança e acolhimento.

 

Se isso ressoou em você, te convido para minha Master Class no dia 11/11. Lá, vamos explorar esse e outros temas que colhi em mais de 20 anos como conselheiro de empresas familiares.

 

Inscreva-se aqui: https://empresariar.com.br/conselheiros/

Artigo original: Leia aqui.

A importância do conselho familiar. Por Cícero Rocha

Por muitas vezes o conselho é o primeiro fórum no qual muitos dos membros da família, eleitos ou nomeados, se reúnem para representar os interesses de todos, juntamente com a atribuição de definir os limites claros entre os interesses familiares e os empresariais.

No Instituto Empresariar há uma ordem de importância: indivíduos chave, família, negócios e sociedade. Porque toda empresa familiar precisa primeiramente ter um guardião dos valores desse grupo de pessoas e que desenvolva ações que irão garantir que a união seja a base e o suporte da perpetuidade dos negócios.

Outro papel que enxergamos como essencial é propiciar um ambiente em que todos os familiares tenham a possibilidade de se manifestar e a abertura para que sejam ouvidos, encontrando assim, espaços nos quais possam colaborar com seus talentos e sintam-se envolvidos e participantes, vivendo a satisfação e o orgulho de fazer parte da equipe.

Quer saber mais de como o Instituto Empresariar pode ajudar sua empresa familiar a montar um conselho de forma eficiente? Entre em contato conosco!

 

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.

A essência de uma empresa familiar é a sua capacidade de perpetuação! Por Cícero Rocha

A essência de uma empresa familiar é a sua capacidade de perpetuação!

Afinal, a própria família é uma instituição caracterizada pela continuidade no tempo. Um planejamento estratégico, ou seja, integrado, sistêmico e continuado, irá potencializar essa capacidade de perpetuação, uma vez que a sua implementação auxiliará no alinhamento de missões, visões, objetivos, valores e planos de cada parte que compõe a empresa.

☝🏻 Esse alinhamento é essencial, pois, se há qualquer desajuste ou discordância no horizonte de expectativas e objetivos de uma empresa familiar, ela poderá ficar paralisada ou até mesmo ruir.

Nesses últimos 30 anos experienciando a implementação desse processo de gestão em diversas empresas familiares, algo que tem me garantido êxito é o Método BFB, uma metodologia desenvolvida exclusivamente para as empresas familiares brasileiras e que as define como um ecossistema orgânico constituído por quatro subsistemas integrados:

▪ os indivíduos chave
▪ a família empresária
▪ a empresa familiar
▪ e os sócios.

No Instituto Empresariar, trabalho com um planejamento estratégico específico para cada uma dessas partes constituintes.

Com um planejamento bem estruturado, as famílias empresárias poderão construir uma estratégia integrada e de impacto social, impulsionada por valores compartilhados e utilizando todo o conjunto de oportunidades, talentos e recursos disponíveis para elas.

 

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.

Sinais de problema na governança. Por Cícero Rocha

A governança corporativa existe para garantir que não ocorra nenhum desvio de finalidade da empresa, para garantir que nenhuma parte interessada no negócio seja prejudicada. Hoje em dia, podemos dizer que a governança corporativa não é apenas uma alternativa, mas uma necessidade fundamental para as empresas, tamanha a sua importância. Mas para que ela de fato tenha alguma validade e impacte positivamente o dia a dia empresarial, é preciso que sua implantação seja feita da maneira correta.

Uma das formas de garantir que as práticas da governança corporativa sejam bem definidas e respeitadas é através da autonomia do Conselho Familiar. Seu papel é a diminuição de riscos e a melhoria da tomada das decisões estratégicas da empresa. Para que possa exercê-lo, é imprescindível que possua independência. Isso garante que os interesses da companhia sejam colocados sempre em primeiro lugar. Ou seja, um conselho sem independência é um sinal de problema!

Um dos princípios da governança corporativa é a equidade e se houver falhas de comunicação entre os indivíduos chave e os colaboradores e sócios, isso pode ser um problema. A comunicação precisa ser vista como um fator chave para o sucesso dos processos internos das empresas, com um papel estratégico cada vez maior. Uma boa comunicação aumenta a confiança entre as partes interessadas e minimiza a ocorrência de riscos.

A realização de auditorias independentes é um recurso de extrema importância para as empresas, pois é através delas que a utilização de recursos de maneira eficiente é analisada com imparcialidade e eficiência. É parte fundamental da governança corporativa assegurar que a realização das auditorias aconteça de forma tranquila, com toda a autonomia e independência que forem necessárias. Somente assim será possível identificar os processos necessários para a melhoria constante na empresa.

Em resumo, para que a implantação da governança corporativa na sua empresa familiar seja feita da maneira adequada: implante um conselho familiar, estabeleça uma hierarquia entre os indivíduos chave, esteja sempre realizando reuniões para acompanhar os projetos e mantenha as relações transparentes dentro do ecossistema, de forma dinâmica e ao mesmo tempo assertiva. Se você gosta de falar sobre governança corporativa ou tem algum falha na sua empresa que precisa identificar e corrigir, entre em contato comigo!

 

Cícero Rocha,

Fundador do Instituto Empresariar e Referência em Empresas Familiares.